250 funcionários da Empaer têm interesse em demissão voluntária no modelo da MTI

Fonte: RD News

O prazo para que as empresas públicas do Estado demonstrem ao Governo que estão aptas para se manter em atividades já encerrou, mas ainda não existe uma definição concreta por parte do Poder Executivo em relação ao destino delas e de seus funcionários. No caso da Empaer, uma reunião nesta manhã no Palácio Paiaguás deve definir o que vai ser aplicado em relação à empresa.

Representantes da Empaer estão reunidos na Casa Civil para definir o futuro da empresa

O vice-presidente do sindicato que representa os funcionários da Empaer (Sinterp), Gilmar Brunetto, explica que nos últimos seis meses, prazo estipulado pelo governador, pouco foi feito por parte do Executivo para a extinção ou não da empresa. Uma das medidas que deveriam ter sido tomadas, conforme explica o sindicalista, era a criação de uma comissão especial para tratar sobre a situação da empresa.
Hoje, a principal pauta da reunião é como deverá ser o Plano de Demissão Voluntária (PDV). “São 619 funcionários efetivos na Empaer, se o PDV a ser implantado for com iguais critérios da MTI – empresa responsável pela tecnologia de informação do Estado – são 250 funcionários interessados e 348 habilitados. Caso contrário, a adesão será mínima”, explica Brunetto.

O principal critério do PDV da MTI que os funcionários da Empaer aguardam é o critério de tempo de serviço, que garante um cálculo considerado vantajoso para muitos empregados. Brunetto cita o próprio exemplo. Com 38 anos de serviço prestados, teria direito a cinco anos de recebimento do salário estando desligado da empresa. A quantidade de salários é resultado de um complexo cálculo que leva em consideração critérios como remuneração, benefícios e idade.

O PDV chegou a ser implantado na Empaer em dezembro de 2018, mas foi suspenso este ano, por decisão do conselho deliberativo da empresa. Com a iminência de retomada do plano de demissão, Brunetto avalia que a Empaer deve ser mantida aberta, seja em razão do forte apoio que tem da Assembleia, de parte do staff do Governo e das instituições que defendem a produção de pesquisa e prestação de assistência à agricultura familiar do Estado.