Estado nega intervenção no Hospital Regional de Rondonópolis

O governo do Estado negou a necessidade de intervenção no Hospital Regional de Rondonópolis, durante reunião realizada nesta terça-feira (13). De acordo com o secretário estadual de Saúde, Luiz Soares, não existe a viabilidade jurídica da Pasta prestar um apoio ao Instituto Gerir, responsável pela administração do hospital.

Conforme apontado por servidores da unidade, o hospital sofre há alguns meses com a falta de insumos e o atraso no pagamento de médicos e enfermeiros. Desde outubro a unidade atende apenas casos de urgência e emergência. Com isto, os profissionais sinalizaram, inclusive, um indicativo de paralisação das atividades.

“É uma paralisação por falta de recursos, porque ainda não teve nenhum tipo de assembleia, ainda vamos agendar, mas o problema é que não tem o que fazer no hospital, não tem atuação”, explicou o diretor do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT), Pedro Maggi.

Conforme reunião realizada nesta segunda-feira (12), o secretário-adjunto de Gestão Hospitalar, Cassiano Falleiros, deve ir até Rondonópolis para trabalhar junto a direção geral do hospital e também comandar uma equipe especializada composta por técnicos farmacêuticos e enfermeiros.

“A equipe vai dar apoio, trabalhar para fazer uma análise mais completa da situação, vai observar de maneira mais efetiva as ações para normalizar os atendimentos”, explicou Cassiano.

A tendência é que os atendimentos sejam regularizados de forma gradativa. Nesta terça-feira, por exemplo, as cirurgias ortopédicas de urgência e emergência foram retomadas. A administração alega a dívida de R$ 15 milhões do Estado. A SES, por outro lado, afirmou que já realizou o pagamento de R$ 5 milhões referentes à competência de setembro de 2018.

Com isso, restam ainda R$ 10,8 milhões relativo a repasses de dois meses em atraso. O juiz Francisco Rogério Barros, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública concedeu prazo de 10 dias ao Estado para efetuar regularizar o repasse do valor sob pena de bloqueio das contas, conforme pleiteou o Ministério Público Estadual (MPE) em uma ação movida contra o Hospital Regional e contra o Instituto Gerir.

Quanto ao abastecimento, Cassiano Falleiros disse que o Gerir já fez a compra de insumos e medicamentos garantindo a continuidade dos trabalhos. “Trabalhamos para que o hospital volte à normalidade, estreitando essa parceira como Gerir, dando sustentabilidade ao hospital para que mantenha as atividades, retomando a totalidade dos serviços”, concluiu.

Fonte:Gazeta Digital