FURACÃO VENCE O JUNIOR BARRANQUILLA NOS PÊNALTIS E CONQUISTA A COPA SUL-AMERICANA

Com direito a sofrimento, pênalti perdido na prorrogação e definição nas penalidades depois de empate em 1 a 1 no tempo normal contra o Junior Barranquilla, mesmo placar do jogo de ida, o Atlético Paranaense conquistou pela primeira vez o título da Copa Sul-americana ao fazer 4 a 3. O público na Arena da Baixada foi recorde, com 40.263 pessoas empurrando o Rubro-Negro, mas também vivendo muita tensão.

Impondo seu ritmo desde o começo da partida, o Furacão encontrou seu gol aos 26 minutos do primeiro tempo, com Pablo, que recebeu de Raphael Veiga e tocou na saída do goleiro para abrir a contagem. Depois do intervalo, Téo Gutiérrez, de cabeça, aos 12 minutos, deixou tudo igual.

O Rubro-Negro se junta a Internacional, São Paulo e Chapecoense como brasileiros campeões da competição e, além da vaga da fase de grupos da Libertadores da América, ainda disputarão a Recopa contra o River Plate.

O jogo – Com apoio do torcedor e jogando onde mais gosta, no gramado da Arena, o Furacão começou a partida tentando impor seu rimo de jogo. O primeiro arremate, entretanto, apenas aos cinco minutos, com Nikão cobrando falta na cabeça de Pablo. O desvio quase matou o goleiro. Um minuto depois, foi a vez de Renan Lodi arriscar o tiro, direto pela linha de fundo. O time colombiano marcava mais do que em sua apresentação em casa na última semana.

Sem conseguir penetrar na defesa do Junior, o chute de longe virou a principal arma rubro-negra. Aos nove minutos, foi a vez de Cirino abrir espaço e chutar, totalmente sem direção. As equipes trocaram muitos elogios amistosos durante a semana, mas o clima não contagiou Pablo e Fuentes, que se estranhavam em campo. Estrela do adversário, Téo Gutiérrez apareceu pela primeira vez aos 12 minutos, deixando Barrera em ótima posição para arrematar, por cima da meta.

A resposta do Atlético, ainda sem ‘h’ no nome, veio aos 15 minutos, com Renan Lodi cruzando na medida pra Marcelo Cirino, que testou para o meio da área, mas sem ninguém para aproveitar. Troca de passes no ataque colombiano, aos 20 minutos, até o chute de Téo Gutiérrez, nas mãos de Santos, que defendeu sem maior problema. Renan Lodi animou o torcedor aos 23 minutos, com um petardo que obrigou Vieira a fazer grande defesa.

O gol estava amadurecendo. Até que, aos 25 minutos, Pablo, o artilheiro atleticano na temporada, recebeu lançamento de Raphael Veiga – que aproveitou falha na saída de bola do Junior – e tocou na saída do goleiro para abrir o placar e ferver de vez o caldeirão. O time de Barranquilla não mostrava a mesma qualidade do primeiro jogo, ainda que tentasse sair para o ataque. Aos 39 minutos, Sánchez cobrou falta fechada e Santos tirou de soco para salvar. Boa recuperação de Nikão, aos 46 minutos, rolando para Lucho chutar, para fora.

Fonte:gazetaesportiva.com.br