Galli quer trocar animais por personagens históricos em cédulas de dinheiro

Fonte:Gazeta Digital

Dois dias após a eleição do aliado Jair Bolsonaro (PSL) como presidente do Brasil, o deputado federal Victório Galli (PSL) apresentou um requerimento, nesta terça-feira (30), para que o Ministério da Fazenda modifique as nas cédulas de real, substituindo os animais por personagens históricos do Brasil. A medida é considerada por ele como um dos primeiros passos a ser dado pelos conservadores que estão assumindo o governo federal.

Segundo Galli, a medida foi apresentada “em busca da valorização das tradições e de nossos heróis, de modo a desenvolver os valores da moral e da ética”. Hoje, as notas apresentam imagens de uma garça branca, arara vermelha, mico-leão dourado, onça-pintada e garoupa – como homenagens à fauna brasileira.

“Quero aproveitar que vamos ter um presidente de direita para resgatar esses nomes tão importantes no desenvolvimento da moral e ética da história do nosso país, para que a nova geração possa ver nas cédulas que o nosso país valoriza a questão ética e moral, o que os animais não representam”, disse ao Gazeta Digital.

Conforme o requerimento, a intenção é que o Banco Central imprima novas cédulas de real com personagens históricos, como José Bonifácio, Mário Ferreira dos Santos, Princesa Isabel, Dom Pedro I, Dom Pedro II, Marechal Cândido Rondon, Machado de Assis, Doutor Plínio Corrêa de Oliveira e Pastor Manoel da Conceição.

Questionado sobre os possíveis gastos que a mudança traria aos cofres da União, o deputado explicou que a ideia é que as novas notas substituam as antigas, seguindo o próprio cronograma do Banco Central de renovação das cédulas que já estão sem condições de circulação.

“Hoje o banco já tira da rua as notas rasuradas, rasgadas. Ao invés de imprimir novas cédulas com os animais, seria já com a imagem dessas figuras históricas. Queremos despertar um sentimento e dar um sinal de patriotismo – que foi por água abaixo em todos esses anos em que a esquerda esteve no poder”, afirmou.

Galli disse ainda que, caso o requerimento não seja acatado neste ano, ele terá validade a qualquer tempo, mesmo não estando mais na Câmara dos Deputados, uma vez que não foi reeleito para o cargo.