Grêmio esbarra de novo no Flamengo e termina temporada sem vencer rival após nove anos

Fonte: Eduardo Moura

O domingo surgiu no horizonte como uma possibilidade do Grêmio se reafirmar e tirar a pedra Flamengo do sapato, mas terminou com nova derrota do Tricolor, agora por 1 a 0, para os cariocas, dentro da Arena. O clube gaúcho voltou a esbarrar no adversário sem grande parte dos titulares, levou pouco perigo ao gol de Diego Alves e acabou por reconhecer a diferença de nível existente entre as duas equipes. De quebra, terminou uma temporada sem vencer o rival depois de nove anos.

Renato admite Fla como melhor do Brasil “há horas”
Antes de 2019, o último ano que o Grêmio não havia vencido o Flamengo fora em 2010, justamente com participação de Renato, técnico no segundo turno daquele Brasileirão. Foram dois empates. Desde então, pelo menos uma vitória por temporada o Tricolor buscava, seja no Rio, seja em Porto Alegre.

Neste ano, foram quatro jogos, dois por Brasileiro e dois por Libertadores. Três vitórias do Flamengo e um empate, com 10 gols sofridos, dois marcados e uma eliminação amarga na semifinal. O gol deste domingo saiu no fim do primeiro tempo, com pênalti polêmico em toque de mão de Léo Moura. O resultado fez o Grêmio enfim admitir uma superioridade do rival.

– Bato palmas para a diretoria do Flamengo porque fizeram um investimento muito grande, formaram um grupo para ganhar. Tem jogadores acima da média, tem grandes peças. O Grêmio não gastou 1% do que o Flamengo gastou e está no G-4. Não é que o Grêmio não esteja jogando um belo futebol, ele caiu do patamar que vinha jogando. O Flamengo está superior a todo mundo e a gente precisa reconhecer isso. Quem não reconhece está com ciúmes ou está cego – opinou o treinador.

Grêmio sofre com Flamengo em 2019

Três derrotas (5×0, 3×1 e 0x1) e um empate (1×1)
10 gols sofridos
2 gols marcados
Termina ano sem vencer após 9 anos
Grêmio termina o jogo com 6 atacantes
Renato voltou a escalar Michel como titular no meio-campo e justificou a escolha pela bola aérea novamente. Mas o problema na verdade surgiu mais à frente. As peças que funcionaram nos últimos cinco jogos não estavam em uma tarde boa. Os jogadores ofensivos colecionaram erros, a ponto de Tardelli ser sacado no intervalo.

O Grêmio levou perigo mesmo ao gol de Diego Alves em três momentos: em chute de Cortez de dentro da área, no primeiro tempo; em lance após o goleiro soltar a bola e Léo Moura tentar o toque por cobertura para David Braz, salvo por Renê; e em finalização de Pepê. Só esta última em jogada trabalhada, de troca de passes. As outras duas saíram em cruzamentos.

Everton ainda protagonizaria uma jogada individual que pode ser considerada chance de gol, mas a finalização não teve o brilho do drible do Cebolinha. O Grêmio acabou o jogo com Everton, Luciano, Pepê, Vizeu, André e Alisson, este último como lateral-direito. E, propositalmente, forçou a bola aérea, sem sucesso. Mesmo com um jogador a mais.

– Óbvio que sei que quando empilha atacantes, falta o meio. Mas aí tem que ter a leitura do jogo, a que tive: o empurrei os atacantes nos zagueiros, obriguei o Flamengo a ir para trás. Porque íamos ter jogadas pelos lados, tinha que aproveitar para ter gente dentro da área – justificou Renato.

Grêmio termina o jogo com 6 atacantes
Renato voltou a escalar Michel como titular no meio-campo e justificou a escolha pela bola aérea novamente. Mas o problema na verdade surgiu mais à frente. As peças que funcionaram nos últimos cinco jogos não estavam em uma tarde boa. Os jogadores ofensivos colecionaram erros, a ponto de Tardelli ser sacado no intervalo.

O Grêmio levou perigo mesmo ao gol de Diego Alves em três momentos: em chute de Cortez de dentro da área, no primeiro tempo; em lance após o goleiro soltar a bola e Léo Moura tentar o toque por cobertura para David Braz, salvo por Renê; e em finalização de Pepê. Só esta última em jogada trabalhada, de troca de passes. As outras duas saíram em cruzamentos.

Everton ainda protagonizaria uma jogada individual que pode ser considerada chance de gol, mas a finalização não teve o brilho do drible do Cebolinha. O Grêmio acabou o jogo com Everton, Luciano, Pepê, Vizeu, André e Alisson, este último como lateral-direito. E, propositalmente, forçou a bola aérea, sem sucesso. Mesmo com um jogador a mais.

– Óbvio que sei que quando empilha atacantes, falta o meio. Mas aí tem que ter a leitura do jogo, a que tive: o empurrei os atacantes nos zagueiros, obriguei o Flamengo a ir para trás. Porque íamos ter jogadas pelos lados, tinha que aproveitar para ter gente dentro da área – justificou Renato.