Juiz nega exame de sanidade a homem que estuprou e matou menina de 8 anos

Fonte: RD News

O juiz Anderson Candiotto, em substituição legal na 1ª Vara Criminal de Sorriso, negou pedido da defesa de Jonathan Nicolas Duarte para a realização de um exame de sanidade mental. O homem é acusado de estuprar e matar a menina Natalya Bianca Lima Gonçalves, de 8 anos, na madrugada de quinta (18), enquanto ela dormia. Ele confessou o crime.

“Indefiro a instauração de incidente de insanidade mental do indiciado, a internação e de acompanhamento psicológico, vez que não restou apresentado/demonstrado na oitiva da audiência de custódia, qualquer indício mesmo que mínimo de que o indiciado tenha algum tipo de transtorno mental ou psicológico”, decidiu o magistrado.

Na audiência de custódia, o juiz converteu a prisão em flagrante para preventiva, determinando que Jonathan fique preso por tempo indeterminado. Candiotto indicou que o crime teve circunstâncias que revelam “frieza e crueldade”, além de ter causado “sérios abalos à ordem pública”, gerando a necessidade de segregar o homem.

Ele foi preso em Sorriso mas, por razões de segurança, acabou sendo transferido para o Presídio Osvaldo Florentino Leite, o “Ferrugem”, em Sinop (a 500 km de Cuiabá).

De acordo com as investigações iniciais, a menina havia ficado sozinha na casa da mãe, que trabalha em um frigorífico de Sorriso. O homem, que era vizinho da família, aproveitou que não havia nenhum adulto na casa e entrou sorrateiramente no local durante a madrugada. Jonathan estuprou a menina e a asfixiou.

Durante o ato, ele quebrou o pescoço dela e, quando percebeu que a criança já estava sem vida, a cobriu como se estivesse dormindo. Ele confessou ter tomado seis “corotinhos” de catuaba e fumado maconha antes de praticar o crime.

“Fato que salta os olhos é que após o cometimento do delito o indiciado colocou as vestes da vítima e a cobriu, fazendo com que pensassem que estaria dormindo, fato que demonstra frieza e crueldade, o que evidência tratar de pessoa sem escrúpulos e de alta periculosidade, vez que quando menor de idade, já houve comunicação e registro de Boletim de Ocorrência em face do indiciado com suspeita da prática de ato libidinoso em face da vítima também menor de idade, M.B. de A., conforme Boletim de Ocorrência n°. 65129/2013, o que evidência que solto poderá voltar a delinquir, e até mesmo cometer crime da mesma natureza”, registrou o magistrado.