Tragédia em Brumadinho: após negar habeas corpus a funcionários da Vale, Justiça também mantém engenheiros presos

Os dois engenheiros da empresa TÜV SÜD tiveram habeas corpus negado na tarde deste sábado (2). Eles foram presos no dia 29 de janeiro, junto com três funcionários da Vale, em operação que aponta suspeita de fraude em documentos da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho. Na tarde desta sexta (1°), os três funcionários da Vale também tiveram habeas corpus negado.

A decisão é do desembargador Pedro Vergara, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), de acordo com movimentação processual online do judiciário mineiro.

A prisão dos funcionários da Vale foi mantida pelo desembargador Marcílio Eustáquio Santos. As três decisões citam que os funcionários são investigados por suposta prática de crimes ambientais, homicídios qualificados e falsidade ideológica.

O G1 entrou em contato com a TÜV SÜD sobre a decisão, mas ainda não obteve retorno. Perguntada no sábado se também iria recorrer da decisão, a Vale somente respondeu que “está prestando assessoria jurídica aos seus funcionários, sempre com o objetivo de prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes.”

De acordo com a Secretaria de Administração Prisional de Minas Gerais (SEAP), os cinco investigados continuavam presos neste domingo (3), na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O prazo determinado da prisão temporária é de 30 dias.

Engenheiros presos
André Yassuda – engenheiro, preso em SP
Makoto Mamba – engenheiro, preso em SP
Funcionários presos
Cesar Augusto Paulino Grandchamp – geólogo da Vale, preso em MG
Ricardo de Oliveira – gerente de Meio Ambiente Corredor Sudeste da Vale, preso em MG
Rodrigo Artur Gomes de Melo – gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale, preso em MG